31 de março de 2017

Transexualidade/Transtornos de identidade de gênero (TIG)- Luiza Gosuen



"Transexualidade é a sintonia que une feixes de luzes desassociados entre si para ajustar o foco de maneira nítida e  real.  Não configura uma aberração e nem caracteriza um ser bizarro.  
O gênero de uma pessoa é apenas uma condição que não afeta sua alma, seus sentimentos, crenças e tão pouco seu caráter. 
O distúrbio do caráter e da personalidade transformam um ser humano em um ser abominável, egoísta, corrupto, cruel, sem princípios morais e sem arrependimentos. Já a definição de gênero, revela um ser antes desajustado e infeliz consigo mesmo em alguém agora em sintonia com sua essência e pronto para viver a vida, sem se esconder e nem mentir para si mesmo."     Luiza Gosuen


O termo "transtorno" usado para definir o gênero de uma pessoa considero ser equivocado, apesar de ser um termo até essa data usado de maneira científica, porém considerando a trajetória perturbadora e a difícil confrontação que passa um transexual, esse termo ainda agrava mais o sofrimento dessa pessoa e até pode sugerir para muitos, uma forma de discriminar e até declarar que são pessoas indesejadas ao convívio social. Ao contrário, os profissionais de saúde e grande parte da população, desejam que tenham sua identidade revelada e que vivam como seres humanos completos, livres e realizados. 

A Disforia de Gênero ou Transexualidade não é uma anormalidade genética (**) e nem doença mental. É um desejo forte e consciente de estar vivendo numa situação de descontentamento, onde o corpo biológico não está em conformidade com sua identidade mental e emocional, ou seja o corpo físico tem uma identidade de gênero, porém seus desejos e características sexuais se refletem  para o sexo oposto. O seu propósito de vida e seu prazer como pessoa está no oposto a tudo que seu corpo biológico apresenta.

Essa manifestação  pode ser observada pelos familiares já em tenra idade, mas muitas vezes é ignorada e a criança sofre até castigo dos pais - que não conseguem ou não querem ver e entender - o que a criança está revelando de maneira espontânea. Muitas vezes, essa evidência está nos desenhos feitos pela criança onde ela reflete de maneira muito clara como ela se sente  e inclusive como ela se vê fisicamente.


A insatisfação começa desde a maneira de se vestir, modos de se arrumar, pentear os cabelos, preferências por brinquedos específicos, normalmente preferidos pelo sexo oposto e até nos temas de decoração de suas festinhas de aniversário.

(**) As anormalidades genéticas mais comuns são:
 Síndrome de Turner é quando a mulher tem uma anomalia genética onde seu cariótipo apresenta apenas com um cromossomo X, ao invés de XX , que é o que caracteriza o sexo feminino. Normalmente, essas mulheres são inférteis, com ovários atrofiados e sem folículos.

Síndrome de Klinefelter é um erro genético onde se tem a presença de um cromossomo X a mais no cariótipo de um homem. Ao invés de XY,  que é o que caracteriza o sexo masculino, se apresenta XXY.

Normalmente são inférteis e os testículos são de tamanho reduzido.

Bruce Jenner, ex atleta olímpico e ex-marido de Kris Kardashian agora se revelou como mulher transgênero
Essa decisão importante que a pessoa toma de redefinir seu gênero é um caminho para muitos, cheio de entraves envolvendo familiares, amigos e convívio social. Já para outros que encontram apoio e suporte das pessoas queridas se torna mais encorajador prosseguir com seus desejos, porém não deixará de enfrentar preconceitos vindos da sociedade e obstáculos para enfrentar desde a mudança de nome e novos documentos de identificação até a sonhada redesignação sexual, que é a cirurgia conhecida popularmente como mudança de sexo.

A  pessoa ao perceber seu descontentamento com seu gênero - muitas vezes isso já é notado em idade muito jovem, por volta dos 3 a 4 anos - na puberdade começa a utilização de hormônios por conta própria, sem que ninguém saiba e feito de maneira inadequada, sem orientação médica e até fora da idade que se recomenda para não ter problemas futuros, o que deve ser iniciado por volta dos 16 anos. O tratamento hormonal e psiquiátrico adequado, deve seguir um padrão internacional de atendimento  nos transtornos de identidade de gênero de acordo com a Associação Profissional Mundial para a Saúde dos Transgêneros.


Já desde 1920, Freud através da Psicogênese estuda a homosexualidade feminina e tenta compreender esse processo através do Complexo de castração e Inveja do pênis, temas que ele já estava desenvolvendo na época. 
O que vem comprovar que não é um modismo e sim um fato inerente ao ser humano e uma situação conflitante que sempre existiu, apenas era camuflado ou ignorado e que, atualmente está sendo estudado com mais profundidade entre os profissionais de saúde, bem como entendido e aceito por familiares. Em algumas sociedades, sobretudo as menos informadas, ainda se manifestam com discriminação e preconceito, mas que aos poucos atinge um número maior de pessoas com capacidade de aceitar um transgênero como uma pessoa que tem sentimentos , crenças, estuda, trabalha, tem responsabilidades e cumpre seus deveres como um cidadão que merece ter seus direitos respeitados.
Ainda hoje, homens agridem homosexuais e os transgêneros sem saber que inconscientemente também sentem "inveja" e o desejo de serem penetrados, evidenciando o lado feminino existente no homem, e as mulheres escondem a "inveja" e o desejo de terem um pênis exaltando o lado masculino existente em toda mulher. 

A Disforia de gênero quando não reconhecida e tratada, em algum momento poderá ter comprometimento que afeta relacionamentos tanto familiares quanto profissional e também problemas de saúde mental. Estima-se que cerca de 71% das pessoas com disforia de gênero poderão ter algum outro distúrbio como depressão, ansiedade, esquizofrenia, uso de drogas e tentativa de suicídio.


Saiba mais sobre a cirurgia de Ortofaloplastia -Resignação sexual- feminino para masculino:
http://luizagosuen.blogspot.com.br/2015/09/opcao-sexual-uma-escolha-pessoal-luiza.html

Cirurgia de Ortofaloplastia (de sexo masculino para feminino)
https://www.youtube.com/watch?v=EWN2_KkrUDM

24 de janeiro de 2017

Luto e o Transtorno Patológico diante da perda - Luiza Gosuen





"O luto é um espaço ocupado por um vazio que gera dor, provocando uma inércia da mente e um descompasso dos sentimentos. Uma sensação de incompreensão que congela a alma." Luiza Gosuen 

As manifestações dos sentimentos de luto diante da perda de um ente querido passaram por modificações no decorrer dos tempos. Questões culturais e religiosas exerceram e ainda exercem grandes influências nesse momento difícil. Na idade media era permitida a manifestação dos sentimentos. Já no século XX, a morte passou a ser sinônimo de fracasso, as pessoas negavam o sofrimento, como se o processo do luto fosse evitável.  Nos tempos atuais, a morte se tornou algo tão banal diante de tanta violência que, encontrar alguém morto pelo caminho se torna quase que rotina e com isso a morte se torna um evento que chega até atrapalhar algumas pessoas, quando é preciso parar o trânsito devido a um acidente com vítima fatal ou quando se mata por qualquer motivo e até por motivo algum. Morrer está se tornando para muitos, um mero acontecimento, inclusive com tragédias dentro da própria casa. Já para outros, perder alguém ou estar frente a morte ainda é um momento de extrema dor e um pedaço de si que se perde e às vezes, não acha nunca mais. Tornando  um vazio que doe pra sempre. 
O luto nas palavras do poeta

Por muito tempo achei que a ausência é falta. 
E lastimava, ignorante, a falta. 
Hoje não a lastimo. 
Não há falta na ausência. 
A ausência é um estar em mim. 
E sinto-a, branca, tão pegada, aconchegada nos meus braços, 
que rio e danço e invento exclamações alegres, 
porque a ausência, essa ausência assimilada, 
ninguém a rouba mais de mim.

                            (Carlos Drummond de Andrade)


A morte abrupta de pessoas queridas pode provocar rupturas profundas e dependendo do estado de amadurecimento emocional do enlutado é capaz de deixar marcas que precisem de um acompanhamento profissional para que se faça um ajuste aos sentimentos e comportamentos, de maneira que possa superar os conflitos e continuar sua jornada.


A morte de uma pessoa da família geralmente provoca grande desorganização nesse núcleo , mesmo quando é algo que já se esteja esperando, seja por idade avançada ou por doença degenerativa ou incurável e, por isso a importância do luto como um processo de reorganização intelectual, emocional e até mesmo social de toda família. Diante da morte e do luto, algumas pessoas se sentem tão desorientadas, que nada é capaz de superar esse estado de profunda e dolorosa  perda, com a sensação de que mais nada nem ninguém, poderão preencher o vazio que tanto angustia o enlutado. 


Muitas vezes é importante ter o suporte de amigos que possam amparar nesse momento outras vezes, quando o impacto é muito grande a contribuição de profissionais irá ajudar a perceber a dimensão emocional que a perda trouxe para essa pessoa e, o ponto inicial a ser observado é o apego que a partir de então deve ser desfeito, com o processo do luto.
Pode também desenvolver quadros de doenças somáticas e algumas vezes até com doenças graves nessa época de luto, levando a configurar depressão profunda e outros transtornos.

Os enlutados na maioria dos casos,  apresentam reações comuns nesse processo que é de tristeza, ansiedade, choro e lamento. 
Nos casos onde a pessoa tem sentimento de culpa e autocensura, geralmente é porque considera que não foi justa ou que não cuidou o suficiente da pessoa que morreu. 
Alguns casos, a pessoa pode desenvolver sentimentos de solidão, se afastando de todos, não se cuidando, se sentindo inútil, que nada mais tem sentido, deixando muitas vezes até de ter cuidados básicos com sua saúde e higiene pessoal. 
Tem os casos onde a pessoa sente muita raiva pelo acontecido, não aceitando de forma alguma aquela perda, achando injusto o que aconteceu, podendo culpar outros pessoas e até a Deus que, poderia ter impedido essa morte. E tem ainda, os casos mórbidos de pessoas que não sentem nada diante a morte de alguém da família, menospreza o acontecimento e sente até alívio de não precisar mais pensar sobre o assunto. 

A dificuldade no enfrentamento do luto diante de perdas na família pode provocar transtornos psicológicos e temos relatos de doenças físicas como distúrbios do sono e  as irritações dermatológicas que se estabelecem devido a baixa imunidade do organismo por se tratar de pessoas, geralmente inseguras, dependentes de atenção e afeto e que desenvolvem doenças psicossomáticas devido a falha do sistema imunológico. Já pessoas mais independentes ou que são capazes de suprirem sua autonomia reagem com mais facilidade, pois estão em contato com outras pessoas na vida diária que fortalecem esse afeto e  também por estar envolvidas com responsabilidades do trabalho que ajudam a consolidar esse sentimento e superar essa perda, não deixando pensar e sofrer o tempo todo. 
Outros fatores psicológicos e sociais também que podem influenciar no luto são as condições de sobrevivência após a perda. No caso, por exemplo que a perda tenha sido do conjugue, e a pessoa vai ficar sozinha e sem amparo social e isso pode agravar o quadro emocional, não deixando de considerar também o fator idade do enlutado e as condições financeiras para se manter. 

As dificuldades na elaboração da perda, vão além da morte física da pessoa. Dependendo do grau de proximidade e afetividade envolvida, uma parte da pessoa é perdida junto, como no caso da perda de um filho, dos pais ou de um grande amor. Podendo até com o tempo recuperar o estado emocional, pois a vida cobra atitudes e posturas de todos nós, porém o estado espiritual  fica perdido para sempre, sendo que esse espaço fica eternamente ocupado no coração com lembranças e carinho.


O luto é vivido de maneira diferente para cada pessoa e cada manifestação tem sua particularidade e valor. Nem sempre a pessoa que mais chorou ou fez escândalo no enterro é a que mais está sentindo. Muitas vezes a pessoa que está contendo sua dor, está aquebrantada e muito sofrida , e até verdadeiramente com mais sentimento de perda. Em velórios, pode-se notar representações de toda ordem, mas cada um sabe o que o coração sente e isso deve ser considerado de maneira individual , consciente e sem fingimento.


Para Freud existe diferentes momentos do luto mediante a perda de pessoa significativa ou de um ente querido. Há pessoas que, no estado de luto, sofrem e passam por dor interior e tristeza profunda, porém se recuperam rapidamente e seguem a vida de maneira conformada, já outras por predisposição patológica, entram  por um estado de melancolia que as impedem de seguir com seus planos de vida, porém é preciso que tenha um tempo com ela mesma para superar, à sua maneira, esse processo de dor sem interferência de nenhum tipo de tratamento. Essa melancolia é ocasionada por um desânimo penoso e profundo que causa desinteresse pelo mundo externo, incapacidade de amar, enfraquecimento do ego, inibição de toda e qualquer atividade e perturbação na autoestima. Este último, já não é presente quando no estado de luto.


*Ego- É nosso próprio "eu", nosso ponto de referência nos estados físicos, nossa consciência que pode amadurecer ou mudar com o passar do tempo. É nosso mediador nos processos da realidade entre o superego que cria nossos ideais e o id que são nossos instintos, desejos e impulsos. 


No seu livro "Luto e melancolia" Freud cita: 


"O luto, de modo geral, é a reação à perda de um ente querido, à perda de alguma abstração que ocupou o lugar de um ente querido, como o país, a liberdade ou o ideal de alguém, e assim por diante. Em algumas pessoas, as mesmas influências produzem melancolia em vez de luto; por conseguinte, suspeitamos de que essas pessoas possuem uma disposição patológica. Também vale a pena notar que, embora o luto envolva graves afastamentos daquilo que constitui a atitude normal para com a vida, jamais nos ocorre considerá-lo como sendo uma condição patológica e submetê-lo a tratamento médico. Confiamos que seja superado após um lapso de tempo, e julgamos inútil ou mesmo prejudicial qualquer interferência em relação a ele.

No luto, verificamos que a inibição e a perda de interesse são plenamente explicadas pelo trabalho do luto no qual o ego é absorvido. Na melancolia, a perda desconhecida resultará num trabalho interno semelhante, e será, portanto, responsável pela inibição melancólica. 

A diferença consiste em que a inibição do melancólico nos parece enigmática porque não podemos ver o que é que está absorvido tão completamente. O melancólico exibe ainda uma outra coisa que está ausente no luto - uma diminuição extraordinária de sua autoestima, um empobrecimento do seu ego em grande escala. No luto, é o mundo que se torna pobre e vazio; na melancolia é o próprio egoFreud descreve o luto como um trabalho que o ego tem para se adaptar a perda do objeto amado. Quanto maior o investimento afetivo com a pessoa que faleceu, maior a energia necessária para o desligamento e maior a dificuldade para o individuo se adaptar à perda.

Embora saibamos que depois de uma perda dessas o estado agudo de luto abrandará, sabemos também que continuaremos inconsoláveis e não encontraremos nunca um substituto. Não importa o que venha a preencher a lacuna e, mesmo que esta seja totalmente preenchida, ainda assim alguma coisa permanecerá. E, na verdade, assim deve ser. É a única maneira de perpetuar aquele amor que não desejamos abandonar.
Mesmo que pessoas próximas queiram suprir a falta daquele que se foi, nunca conseguirá substituí-lo, pois agora existe um vazio na vida do enlutado que não será preenchido totalmente, pois aquele vazio amargo sempre permanecerá, e aquele que se ama, não voltará mais. A questão que então se coloca para o ego é aprender a assimilar a falta"


Distúrbios psiquiátricos e doenças mentais como depressão, ansiedade, cansaço, mal estar e também dores físicas, algumas vezes surgem depois da perda de um ente querido e para ter um acompanhamento profissional é preciso entender o impacto dessa perda para reduzir essa patologia.


As fases do luto:


1- Negação- A primeira e a mais dolorida fase é essa, quando não conseguimos aceitar nem entender essa perda. Um momento onde nos parece irreal, incompreensível . A pessoa tenta fugir de todos para não falar sobre o assunto, prefere ficar sozinha ou passar horas no túmulo do ente querido. 

2- Raiva- É quando surge os primeiros questionamentos de tentar entender porque tudo aconteceu, então surge momentos de raiva, não aceitação e nenhum consolo vindo de pessoas amigas parece adiantar. A pessoa se sente injustiçada e nada traz conforto.
3- Negociaçao-  É achar que Deus pode ajudar a reverter o fato e que você pode fazer alguma coisa pra compensar com um sacrifício sub-humano em alguma atividade ou uma promessa com automutilação para conseguir essa benção.
4- Depressão- Nesse momento já está consolidado que o fato ocorreu, já se tem consciência do fato, e um vazio se instala dando espaço para uma depressão imensa. É aqui que a pessoa entende que não verá seu ente querido nunca mais e se volta para seu mundo interno. 
5-Aceitação- Essa é a última fase, onde a pessoa já é capaz de aceitar o fato. Já se pensa na possibilidade de preencher o vazio que ficou, de seguir com a vida mesmo sabendo que nunca irá esquecer a pessoa querida, mas as lembranças agora são apenas saudade e irão ser lembradas com carinho.

Não necessariamente o enlutado passa por essa sequência de estágios,  por essa ordem  e nem sempre passa por todas essas fases, isso vai depender de cada pessoa, porém o mais comum é passar pelo menos por duas ou três dessas fases nesse processo de luto.

14 de janeiro de 2017

Cuidador/Alzheimer- Uma batalha difícil de vencer - Luiza Gosuen


Material prático com tudo sobre Alzheimer (especial para cuidadores e familiares)

Alzheimer..E o tempo levou minha história http://luizagosuen.blogspot.com.br/2015/01/alzheimere-o-tempo-levou-minha-historia.html

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Depoimentos práticos
Alzheimer - Fase leve 

Como tudo começou e durou 13 anos
https://www.youtube.com/watch?v=CUAA5m9H2TA

Fazendo atividades de casa e se sentindo útil (2005/2006)
https://www.youtube.com/watch?v=FX5UY5lil9A

Hora de dormir e Hábitos de higiene (2008)
https://www.youtube.com/watch?v=cMm_TNAWIIw

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Alzheimer - Fase moderada

Se divertindo com a visita da irmã 
https://www.youtube.com/watch?v=C9qSdvj1q9Y

Perdendo a noção do tempo (2010)
https://www.youtube.com/watch?v=cMm_TNAWII

Recusa a se alimentar (setembro 2012)
https://www.youtube.com/watch?v=ZMu2j1yUjhQ

Conversando com amor (maio 2014)
https://www.youtube.com/watch?v=zh8hpCfzn6Q

Dando atenção e amor (junho 2014)
https://www.youtube.com/watch?v=CUAA5m9H2TA

Amor e carinho o melhor remédio (julho 2014)
https://www.youtube.com/watch?v=Brf9kDks78A

Recusando a se alimentar e começando a agredir (julho2014)
https://www.youtube.com/watch?v=b8w5acz04IE

Recebendo carinho da mãe (julho 2014)
https://www.youtube.com/watch?v=aVUy0kreJGE

Com a Geriatra (julho 2014)
https://www.youtube.com/watch?v=D8oSwotglM0

Na consulta com a Geriatra (julho 2014)
https://www.youtube.com/watch?v=vizYg3_kZBs

Visita da enfermeira (julho 2014)
https://www.youtube.com/watch?v=2-cZMkwAiuk

Como arrumar a cama(julho 2014)
https://www.youtube.com/watch?v=ZbSbGzUrjI8

A doença piora e não quer se alimentar (julho de 2014)
https://www.youtube.com/watch?v=QIw2AM4OBc8

Visita da fonoaudióloga (agosto 2014)
https://www.youtube.com/watch?v=IkzGUmxhoXo&spfreload=1

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Alzheimer- Fase Grave

Acordando com a cuidadora e tomando água de colher (agosto 2014)
https://www.youtube.com/watch?v=dHsgTyW020w

Dificuldade de reconhecer os de casa (agosto 2014)
https://www.youtube.com/watch?v=3iNmcv46cKI

Conversando e dando atenção (agosto 2014)
https://www.youtube.com/watch?v=3znuPE42wuQ

Hábitos de higiene no banheiro adaptado pra fazer xixi, antes de dormir (agosto 2014)
https://www.youtube.com/watch?v=h-1uWI6Ymbw

Como segurar o paciente pra sair da cama (setembro de 2014)
https://www.youtube.com/watch?v=d08dcAkCz-g

Consolando a filha (setembro 2014)
https://www.youtube.com/watch?v=z_YdA6vXboI

Quando a agressão atinge a quem está mais perto (setembro 2014)
https://www.youtube.com/watch?v=d08dcAkCz-g

Momentos de lucidez , descontração e ensinamento ( outubro de 2014)
https://www.youtube.com/watch?v=L-Sjlw28gdM

Fazendo um curativo( outubro 2014)
https://www.youtube.com/watch?v=9nRNpOjzknU

Entre tapas e beijos (outubro 2014)
https://www.youtube.com/watch?v=Q_Vx24Uzk8g

Participando no Natal com a família (dezembro 2014)
https://www.youtube.com/watch?v=fKsVygWgM8M

Curtindo o presente de Natal (dezembro 2014)
https://www.youtube.com/watch?v=qXFeq4D7whA

Com o braço machucado (janeiro2015)
https://www.youtube.com/watch?v=QUNROhRs0kw

Cuidando dia e noite (fevereiro de 2015)
https://www.youtube.com/watch?v=GYACIUBS44Y

Depois de quatro dias de olhos fechados (janeiro 2015)
https://www.youtube.com/watch?v=kPeegdJwdjE

Fazendo 94 anos (abril 2015)
https://www.youtube.com/watch?v=Z-UxyOlQ8Ps

Um ano com a doença (maio de 2015)
https://www.youtube.com/watch?v=kDC7VfFLZ68

Começando o dia- dificuldade de fala e dificuldade para comer 
https://www.youtube.com/watch?v=PpZ8Ti6igmc

Uma filha que cuida de sua mãe, que se torna sua filha
https://www.youtube.com/watch?v=CUAA5m9H2TA

A força de uma filha até no final (julho de 2015)
https://www.youtube.com/watch?v=Y7qlZeJ1Rm4

Retorna ao pai (julho 2015)
https://www.youtube.com/watch?v=gt1qRI5cklU&list=PLEOe7TXSL1AUed2xRfqVVoG_BTWDBgK16

Depois de tudo-Ensinando a suportar os desafios da doença (dezembro de 2015)
https://www.youtube.com/watch?v=F3LqCFuzGCU

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Depoimentos e entrevista com especialistas em Alzheimer
http://www.terceiraidademelhor.com.br/videos/

Fazendo a higiene do idoso
https://www.youtube.com/watch?v=oXoIH1tsX28

Banho de leito
https://www.youtube.com/watch?v=ciIL7pER_a0

Familiares como Cuidadores e Sindrome de Pôr-do-sol
https://www.youtube.com/watch?v=KPvQpIuHh8E

Efeitos colaterais de medicamentos Galantamina (8mg depois 16mg)/ Donepezila/Epéz/
https://www.youtube.com/watch?v=7J7VtCH8A68

O que o cuidador do paciente de Alzheimer deve saber sobre os medicamentos usados
https://www.youtube.com/watch?v=nL5TJ1biPzs

Medicamentos mais usados para Alzheimer
http://www.bulas.med.br/p/remedio+para+doenca+de+alzheimer-85582,4.html

O cuidador deve entender o processo da doença e como os medicamentos atuam
https://www.youtube.com/watch?v=nL5TJ1biPzs

24 de outubro de 2016

Sindrome de Cotard - Um zumbi vivo - Luiza Gosuen


A Síndrome de Cotard é um transtorno 
psicológico raro, conhecida como Síndrome do cadáver ambulante (zumbi ou morto-vivo) onde a pessoa acha que está morta, que seus órgãos não estão mais funcionando e que o mundo ao seu redor não existe. 
Descrita pela primeira vez por Jules Cotard em uma conferência proferida por ele em 28 de junho de 1880. A característica principal dessa síndrome é a melancolia ansiosa, seguida por delírios de imortalidade, onde a pessoa não sente que está viva, que não existe.



Cotard descreveu a síndrome como um     delírio de negação, que variava desde a negação de apenas alguma parte do próprio corpo,  até sua negação por inteiro. 

Esses sintomas já tinham sidos observados desde 1788, mas não se sabia ainda entender esse transtorno. Em 1995, pela primeira vez, foi proposta uma classificação da síndrome com base em evidências de casos apresentados e analisando os fatos publicados.

Fases da doença:

* Fase de germinação - fase inicial- Depressão Psicótica  e Melancolia - poucos delírios niilistas (de negação) e pouca hipocondria (mania da doença), sem alterações de humor e pouca ansiedade.
* Fase da floração- fase onde a doença começa a se alastrar e os sintomas começam a surgir e se intensificar.
* Fase Crônica- os delírios de imortalidade se agravam, a ansiedade aumenta, a depressão se torna crônica com visão do mundo e de se mesmo completamente distorcida com alucinações auditivas.




Diagnóstico

Por ser uma condição ainda rara, há poucos relatos sobre a síndrome e não existem dados epidemiológicos importantes para estudos aprofundados. É preciso cuidado com o diagnóstico para não ser confundida com Esquizofrenia, onde o paciente confundi fatos reais com o que não é real e apresenta comportamentos fora do normal. Na síndrome de Cotard o paciente perde a referência de sentimentos em relação às pessoas de seu relacionamento devido à área do cérebro da afetividade que fica afetada, prejudicando esse reconhecimento. Acha que todos à sua volta também estão mortos.
No entanto, pode-se afirmar que, geralmente, a Síndrome de Cotard é encontrada em pessoas de meia idade ou mais velhas – embora alguns casos afetando jovens também tenham sido relatados na literatura. Um estudo de Hong Kong encontrou prevalência de 3,2% de SC ao analisar apenas idosos gravemente deprimidos. Por outro lado, em uma amostra mexicana de pacientes psiquiátricos, 0,62% apresentaram SC, o que podemos ficar alerta para costumes e tradições de povos ou rituais de algumas regiões, que podem influenciar para o despertar dessa condição e a doença surgir numa condição neurológica ou de doença mental.

Tratamento

É um tratamento demorado, porém se consegue um bom resultado com o apoio da família e de amigos persistindo com os medicamentos antidepressivos, ansiolíticos , antipsicóticos e os estabilizadores de humor que podem oferecer alívio ao paciente e momentos de equilíbrio emocional.

26 de setembro de 2016

Transtorno Alimentar -Alotriofagia- (comer coisas estranhas) - Luiza Gosuen

Alotriofagia- Significa hábito de comer coisas estranhas. Vem da junção das palavra "alotrio"
( estranho) e "fagia" (comer).
Conhecida também como Síndrome de Pica tem como característica ingerir objetos sem valor nutritivo como gelo, telha, tijolo, terra, lama, pedaços de pano, cabelo, papel,  giz, carvão, esponja, sabonete e até objetos perigosos como giletes, vidro, pilhas, pedaços secos de tinta, pedaços de metal e correr o risco de envenenamento por chumbo ou desenvolver infecções.   
* Curiosidade - O nome Síndrome de Pica é em homenagem a Pica-pica, nome popular da ave "pega-rabuda" da família dos corvos , comum na Europa e Ásia e que come tudo que acha.

Causas desse transtorno-  Esse transtorno pode ocorrer em crianças pequenas, desnutridas ou não, ainda bebês na fase oral e persistir até adolescência. É observado também em mulheres grávidas com anemia, pessoas com deficiência intelectual, pacientes com esquizofrenia, autismo e transtorno obssessivo-compulsivo. Atinge homens e mulheres em todas as idades. 



As causas físicas são mais fáceis de serem diagnosticas e superadas, porém as de origem comportamentais devem ter um critério mais elaborado para chegar a um tratamento eficaz e resultado consistente.



A Alotriofagia é classificada conforme o tipo de material ingerido pelo indivíduo.
As mais comuns são:
Geofagia: consumo de terra, argila;
Lithofagia - comer pedras, pedregulhos, botões;
Trichofagia - comer cabelo, lã , tecidos, esponja;
Pagofagia – comer gelo;
Acufagia – ingerir objetos pontiagudos, pregos, alfinetes;
Cautopireiofagia – ingerir palitos de fósforo apagados;
Coniofagia – ingerir pó, talco, cinzas, sabão em pó, sabonete;
Ctonofagia – ingerir terra , argila;
Hematofagia: consumo de sangue;
Hialofagia: consumo de vidro;
Xilofagia – comer madeira;

O diagnóstico se torna mais difícil à medida que se considera as condições de vida do paciente, nem sempre precária, e seu comportamento mediante a família e amigos, que é de esconder essa condição por vergonha. 

Existem casos que são atitudes típicas de culturas de algumas regiões e até rituais religiosos como ingerir mucos, excrementos, vômitos etc. 

A confirmação do diagnóstico se dá depois do fato ocorrer com a frequência de pelo menos um mês.

O tratamento consiste em exames para saber como está a saúde física e mental do paciente a fim de elaborar um diagnóstico eficaz e orientar o paciente. Pode ser desde fazer uso de suplementos multi-vitamínicos para suprir deficiência nutricional, e nesses casos em poucos meses o resultado do tratamento é considerável e pode inclusive desaparecer, porém o quadro pode ser mais grave e ter que usar medicamentos para atitudes  incontroláveis de comportamento como angústias , depressão , conflitos emocionais não resolvidos e fatores estressores em crianças e adolescentes, como separação dos pais e abuso sexual que poderiam  desencadear o sintoma.

O prognóstico do paciente quando feito por uma equipe multidisciplinar (médico, psiquiatra, psicólogo e nutricionista) é capaz de chegar a um resultado eficaz, onde cada profissional poderá estender sua atuação com a vivência e hábitos do paciente.

1 de setembro de 2016

Cleptomania- Um impulso cego- Luiza Gosuen



"Cleptomania é uma necessidade incontrolável de preencher os vazios que afloram da alma. Qualquer coisa pode ocupar e preencher esse espaço de carência, carinho e atenção para que a pessoa não se sinta desmotivada e sem sentido". Luiza Gosuen


Cleptomania é um transtorno do controle dos impulsos de roubar de maneira repetitiva, objetos de pequeno valor e até inúteis para a pessoa que pratica esse ato, que de maneira incontrolável causa problemas inclusive de ordem judicial e constrange seus familiares, pois na maioria das vezes a pessoa não passa por necessidades financeiras.


O cleptomaníaco não apresenta nenhum sintoma antes de cometer o primeiro roubo. Aparentemente estava tudo bem até que o impulso surge deixando a pessoa envergonhada e por não falar nada pra ninguém, o impulso volta e vai se tornando reincidente. Alguns casos foram observados onde tudo começa depois de acontecimentos traumáticos em que a pessoa não consegue superar e os impulsos de se apossar de alguma coisa são como forma de preencher um vazio que se formou na vida daquela pessoa. 

Causa e consequência da cleptomania

Distúrbio que aparece com mais frequência nas mulheres, normalmente no início da fase adulta e nos homens por volta dos 50 anos. Não se tem comprovação ainda do por quê a frequência ser maior nas mulheres, mas penso que o fator hormonal e emocional é mais exacerbado nas mulheres, o que proporciona um desnível de insatisfação no humor e no controle das emoções causando carência e sensação de vazio interior. Muitas vezes essas pessoas se tornam acumuladores e pessoas descuidadas de si mesmas à procura de alguma coisa, qualquer coisa que lhe faça sentido. 

A Cleptomania tem  características de comportamento semelhantes aos observados em outros transtornos como no Transtorno Obsessivo Compulsivo (TOC) onde a pessoa apresenta comportamentos exagerados , repetitivos e compulsivos e na Bulimia que é o impulso incontrolável de comer sem parar, até vomitar. 
Por essas semelhanças, estudos e pesquisas estão sendo desenvolvidos para saber se a Cleptomania e a Bulimia podem ser uma variante do TOC , por serem também impulsos incontroláveis e repetitivos que geram constrangimento após o ato, em quem os comete. 

A Cleptomania é um impulso de ansiedade que usa o roubo como forma de aliviar sua tensão, e para que seja considerada um transtorno impulsivo de roubar, não pode ser resposta a qualquer tipo de delírio psicótico ou estar associado a outro estado de doença mental que envolva conduta com atitudes e sentimentos violentos ou de personalidade antissoacial. 


O Cleptomaníaco executa sua ação sem exitar ao perceber que tem a oportunidade, evitando ser repreendido por seguranças, desviando de câmeras e pessoas que possam observar seus atos. Alguns apresentam culpa pelo que fazem e até depressão por não terem o controle de seus atos . Muitas vezes, não procuram apoio na família ou com amigos que nem sabem do problema e não buscam por um tratamento profissional  por sentir vergonha de contar o que fazem e serem discriminados.

Maneiras de atuação do cleptomaníaco:

*Esporádica - cometem alguns roubos ocasionais e depois demoram a cometer novamente o ato, sentem-se culpados. 
*Episódica - cometem roubos frequentes, dão um espaço de tempo e retomam em seguida, sem culpa.   
*Crônica - cometem roubos com frequência, sentem-se culpados de imediato, mas voltam a cometer o ato logo em seguida.

Diagnóstico

O diagnóstico deve ser feito com cuidado pois existe bandidos que roubam e querem se passar por cleptomaníacos, mas são ladrões de objetos de valor insignificantes, como é o caso dos que roubam para vender o objeto e em seguida comprar droga para seu consumo, esses são drogaditos e ladrões. Tem ainda os ladrões que sentem prazer em roubar qualquer coisa, de qualquer valor, sem que isso lhes traga constrangimento ou arrependimento.
Os cleptomaníacos são pessoas com transtorno, dificuldade em controlar o impulso de roubar objetos de pequeno valor e até sem nenhum valor e podem inclusive depois de aliviar a tensão por se apossar do objeto, deixar esse objeto ali mesmo dentro da loja em local diferente de onde pegou e nem levar o objeto pois já passou o impulso, baixou a ansiedade e agora se sente bem.

Tratamento

O tratamento consta de acompanhamento psicológico e nos casos mais complexos inclui também medicamentos antidepressivos e ansiolíticos. Alguns pacientes sentem prazer na adrenalina por enganar alguém e fazer algo escondido. Em outros, a sensação de superar o medo gera sensação de superação e outros, se culpam por não controlar seus impulsos.

**Procure ajuda profissional e conte para alguém de sua confiança para estar ao seu lado.
Não omita o problema, as consequências podem se complicar com o tempo.


16 de agosto de 2016

Fibromialgia - O toque que dói- Luiza Gosuen


"Fibromialgia é um alarme da alma. É quando se fica autoimune ao descontentamento e o corpo pede socorro, onde até um carinho dói. Porque a alma precisa de estar onde o olhar ultrapassa a visão. Precisa de aconchego, de colo, de fugir do comum e voltar ao que o coração necessita, que é a mansidão e a paz perdida".  
Luiza Gosuen

Fibromialgia- Conhecida por ser uma síndrome que provoca dores generalizadas em todo corpo.Podendo ter antecedentes genéticos ou decorrentes de fatores como depressão, insônias, dores de cabeça, problemas com falta de concentração e memória, formigamento nos pé e mãos.

Sintomas físicos que a qualquer toque provoca dor e de maneira mais acentuada do que o nível normal de dor observado nas pessoas em geral. A maioria das doenças estão diretamente ligadas ao estado emocional dos pacientes, mas a meu ver, a fibromialgia aparece como algo surpreendente e inédito, ou seja as emoções reprimidas juntamente com fatores pessoais vivenciados e não compreendidos pela alma, aparecem como uma forma de alarme e se espalham para todo o corpo como uma forma de chamar a atenção para o que o cérebro não entende como sintoma físico, mas que a alma grita como um pedido de socorro. 



A fibromialgia tem aparentemente sintomas diagnosticados como depressão, mas que não estão diretamente ligados a doença depressão e sim porque as dores, o cansaço proporcionado pela fadiga de não conseguir descansar e ter uma boa noite de sono,traz uma insatisfação de tal forma que muitas vezes é diagnosticada como depressão, mas que nada mais é do que tédio extremo por sentir-se mal, sem se dar conta que esse mal-estar vem de dentro para fora de maneira exacerbada como uma metralhadora que atira para vários pontos ao mesmo tempo, porém se inicia com um foco de origem  - a insatisfação interior - onde tudo aborrece e nenhum toque agrada.

Para entender essa dor existe um quadro cujo nome é "A coluna Quebrada" onde a pintora mexicana Frida Kahlo, que sofria desse mal, se retrata e expõe seu sofrimento usando um colete de aço como forma de controlar a dor e com pregos fincados em seu corpo  traduzindo o insuportável martírio das dores constantes que a acompanhou por toda vida. 



Em uma interpretação superficial observo as sobrancelhas em forma de asas podendo deslumbrar seu desejo de voar para longe de tudo que estava vivendo e sentindo. O fundo da tela retrata a solidão vivida com uma paisagem insólita e desértica demonstrando sua total solidão e insatisfação pessoal, de uma essência angustiada que expressava no olhar a dor que a alma só conseguia se manifestar através das dores físicas. Os acontecimentos traumáticos que acompanharam sua vida - desde sofrimentos físicos e principalmente os emocionais - pode-se entender como sendo cada prego cravado em seu corpo e que ela não conseguiu suportar,  mas que foi convivendo com essa autopunição de maneira consciente - já que ela sabia sobre os aborrecimentos e as traições sofridas- sem se livrar do que a machucava e a consumia aos poucos.



Tratamentos convencionais para a Fibromialgia:

*Fisioterapia

*Massagens para aliviar estresse e dores musculares
*Medicamentos antidepressivos e analgésicos
*Terapias comportamentais que ajudam a reconhecer onde tudo começou e a lidar com as 
perdas e fracassos vividos.
*Dietas alimentares e rotinas para melhorar o sono.
*Acupuntura e exercícios físicos leves

Tratamento diferencial:
* Não evite o espelho. Olhe com atenção o que você vê. Procure cada marquinha, elas irão "conversar" com você. Não as evite. Encare-as de frente.
*Não se faça de vítima. Você é mais forte do que cada prego cravado. Tire-os, um por vez,  e sinta-se vitorioso ao retirar cada um. E para cada prego retirado lembre-se do que ele causou e neutralize , com segurança, o que ele provocou em sua vida. 
* Não queira ser super-herói. Não irá conseguir sozinho. Procure um psicólogo que o ajudará.
*Não chore quando retirar o prego, mesmo que esteja doendo muito sinta-se aliviado. Limpe a ferida e tenha certeza que ela irá se fechar e nem vai ficar cicatriz.
*Faça o mesmo com todos os pregos. Tire-os todos. Cada um a seu tempo e aos poucos sua alma irá se expandir novamente. Seu olhar irá ter novo brilho e irá perceber que o que você precisa é se dar uma nova chance.
* Faça Shiatsu, uma técnica oriental de massagem que atua em cada ponto específico do corpo, aliviando a dor física e emocional.
IMPORTANTE 
**Não será um processo simples. Irá precisar de coragem,  de apoio de pessoas queridas e principalmente de não ter medo de se olhar no espelho a cada manhã e ver que você é único, que sua vida é valiosa para você e para muitos que estão à sua volta. Então, dê carinho e receba carinho...agora sem nenhuma dor.

*Um vídeo com texto de minha autoria que traduz um pouco desse descontentamento que traz tanto sofrimento para a alma. (Clique no link)



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